Sol ilumina festa das artes na inauguração de O Palco em Ibitinga

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Bianca Mascara, para o Polo Cultural. 

Tudo na sede do Projeto Crescer é colorido. É um espaço voltado para as crianças, no qual o lúdico se faz presente nos mínimos detalhes, pensados com carinho e realizados com esmero. O ambiente encantador ganha tons maiores de magia com o Sol que se põe na pequena cidade de Ibitinga, no interior de São Paulo. Antes de deixar a cena, o astro ilumina o palco especialmente montado para a inauguração do projeto de mesmo nome. Foi com um colorido especial, que o projeto O Palco se juntou ao Projeto Crescer, da Prefeitura Municipal, na inauguração da sala multiuso, na tarde de quarta-feira (10).

O Projeto Crescer é um espaço destinado para que as crianças realizem as mais diversas atividades no contraturno escolar. O Palco chega para compor essas atividades com sua experiência de mais de 20 anos trabalhando com as artes. A partir de agora, com a nova sala multiuso inaugurada, as crianças de Ibitinga terão aulas de teatro, street dance, ballet e música.

A presença das crianças neste dia e de um espaço tão favorável à educação trouxe à prefeita Cristina Arantes para os tempos de professora, no qual as artes também eram parte de sua metodologia. “Eu também fui professora e meu sonho era esse. Eu era professora de português, mas sempre trabalhava com teatro com os alunos”, relembrou. “Educação é onde as crianças estão, esse é o terreno deles”, afirmou Arantes, que não deixou de elogiar o esforço e a dedicação da coordenadora do espaço, Ana Cristina Aranas.

Ex-professora, a prefeita de Ibitinga, Cristina Aranas, destacou importância das artes para as crianças. | Foto: Polo Cultural

Ex-professora, a prefeita de Ibitinga, Cristina Arantes, destacou importância das artes para as crianças. | Foto: Polo Cultural

O trabalho em torno de criar um espaço lúdico dedicado às crianças também foi lembrado pelo Secretário de Educação de Ibitinga, Francisco Talarico, reconhecendo mais uma vez o empenho de Ana Cristina, uma luso-brasileira que não se importa em assumir a nacionalidade de luso-ibitinguense, tamanha afeição com a cidade.

“Esse dia é um marco na história da educação. No início eu olhava para o Projeto Crescer e via que podia melhorar. Hoje as crianças podem sonhar em um lugar que podemos trabalhar com o currículo aberto e receber iniciativas como essa. Fazer esse trabalho não é tarefa fácil, mas temos o sonho e a esperança”, vibrou Talarico.

O Palco é uma iniciativa do Polo Cultural com apoio da AES Tietê, que financia as ações no interior de São Paulo, mais que isso, a empresa participa. “Eu tenho que agradecer muito porque nem em todos os municípios encontramos esse apoio. Não só patrocinamos o projeto O Palco, mas fazemos parte. Queremos contribuir para a formação de uma geração ainda melhor”, acentuou Odemberg Veronez, coordenador de Programas Ambientais da AES Tietê.

Representando a AES Tietê, Odemberg Veronez, reiterou parceria de sucesso com Ibitinga. | Foto: Polo Cultural

Representando a AES Tietê, Odemberg Veronez, reiterou parceria de sucesso com Ibitinga. | Foto: Polo Cultural

Bonecos e bailarina; violão e cantoria

Jeferson Mendes é um dos poucos que consegue subir ao palco sem ser visto. Não se trata de discrição, mas de talento. Com seus bonecos, ele consegue prender a atenção das crianças nos personagens e em muitos momentos esquecemos da presença do professor em cena. Munido de artes, o novo oficineiro de teatro de Ibitinga apresenta o dom da invisibilidade e – por que não? – da magia, uma vez que nas suas mãos habilidosas uma princesa rapidamente se transforma em cisne provocando surpresa e sorrisos na plateia formada por seus novos alunos.

Jeferson será o oficineiro de teatro da cidade dentro do projeto O Palco e traz como diferencial o teatro de bonecos, pelo qual se apaixonou ainda criança e quer transmitir a paixão à nova geração. “É como voltar no tempo e me encontrar como aluno. Eu não tive aulas de teatro na escola, mas tive professores essenciais, que me transformaram tanto como artista, tanto como pessoa. Eles eram apaixonados pelas artes”, contou o educador.

Teatro de bonecos deixou vidrados os olhares das crianças. | Foto: Polo Cultural.

Teatro de bonecos deixou vidrados os olhares das crianças. | Foto: Polo Cultural.

Quando os bonecos deixam o palco, uma nova personagem entra em cena: a bailarina. As crianças de Ibitinga recebem a dançarina em coro: bai-la-ri-na, cantam reiteradas vezes até que a música começa e o silêncio do público é fruto da atenção que os alunos prestam em cada movimento dela e de seu parceiro. Os movimentos alinhados são de uma das alunas de Sandra de Oliveira, oficineira de ballet pelo projeto O Palco em Ibitinga.

Quem também se apresentou aos alunos foi a oficineira de música, a jovem Mary Ellen, de 24 anos. Ela começou a tocar violão também em um projeto social e seguiu com a música como profissão. Hoje, professora de alguns colégios particulares, Mary comemora a oportunidade de também ensinar em um projeto social. “Eu quero levar para as crianças que elas podem ser o que elas quiserem, a arte em si traz tudo isso, esse sonho!”, comentou.

A bailarina não economizou encantos com uma bela apresentação que rendeu ainda mais a admiração dos pequenos. | Foto: Polo Cultural.

A bailarina não economizou encantos com uma bela apresentação que rendeu ainda mais a admiração dos pequenos. | Foto: Polo Cultural.

Além de Jeferson, Sandra e Mary, o professor de Eliert Gallo compõe as aulas no projeto O Palco em Ibitinga. Ele será o responsável pelas aulas de street dance.

O Sol já se preparava para a despedida, mas parece ter tido um motivo a mais para se demorar naquela tarde em Ibitinga. Os alunos também queriam mostrar sua arte e o fizeram com a professora Juliana Thaís. Com uma grande saia de tecidos de chita remendados, ela era o centro da roda e comandava o violão que acompanhava os alunos. Os pequenos ibitingueses entoaram cantigas, todos sorridentes, todos envolvidos pelo universo da infância e das artes.

Veja o vídeo da apresentação das crianças: 

 

O Polo Cultural agradece a Ibitinga por receber o projeto O Palco como quem recebe um parente querido, com carinho e cores. Nós também agradecemos o apoio da AES Tietê, sem a qual O Palco não seria possível no interior de São Paulo.

O Sol finalmente se pôs , tranquilo e satisfeito depois de iluminar as artes em Ibitinga.

 

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