Polo+20 participa de Congresso Gife de olho em atuação social moderna

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Na última semana, representantes do Polo Cultural dedicaram três dias para uma troca de experiências muito rica, na décima edição do Congresso Gife, um dos principais encontros sobre investimento social do Brasil. O objetivo do evento é reunir dirigentes de entidades sociais, especialistas e possíveis financiadores para que o trabalho em conjunto gere novos aprendizados e ações efetivas em prol da educação, do meio ambiente e da cultura.

“O Polo Cultural faz 20 anos e o Gife é o ambiente onde estão os institutos ligados às empresas e onde se buscam os investimentos, de várias áreas”, resumiu Marcelo Sollero, diretor executivo, lembrando o ano do selo Polo+20 da instituição.

A renovação do diálogo sobre investimentos sociais é importante não somente para que haja novos financiadores, mas também para que a área seja repensada e novas soluções sociais colocadas em pauta pelas instituições. O Polo+20 se aprofundou nos conceitos de Cidade Criativa para trazer a importância de projetos que valorizam o desenvolvimento artístico e cultural em um mundo que requer cada vez mais agentes da criatividade.

“O Polo Cultural foi para conhecer as novas formas de pensar, as novas formas de financiar e de trabalhar. E para falar sobre economia criativa, falar dos nossos projetos e trocar ideias para avançar”, destaca o diretor.

Para o Polo Cultural,o desenvolvimento de ações conjuntas, de mesmo ideais, é a melhor forma de relacionamento entre instituições e financiadores | Foto: Divulgação/ Gife

Para o Polo Cultural,o desenvolvimento de ações conjuntas, de mesmo ideais, é a melhor forma de relacionamento entre instituições e financiadores | Foto: Divulgação/ Gife

O Polo acredita na necessidade imprescindível de compartilhar os mesmos valores das empresas financiadoras, para que haja coesão e reconhecimento do trabalho social. Os valores compartilhados também foi um ponto abordado para que seja ainda mais elaborado dentro da metodologia de trabalho da instituição. “Muitas vezes, a gente faz o projeto para gente, mas o que queremos é que as pessoas entendam o que estamos fazendo, ter valores compartilhados com as empresas! Construir valores compartilhados com quem nos financia significa crescer junto com as expectativas deles, por isso é tão importante”, reforçou Sollero.

Em um ambiente de grande troca de informações, o Polo+20 se fortalece para uma atuação cada vez mais estruturada e moderna, na medida em que entende as mudanças do mundo e vislumbra novas formas de impacto social. O primeiro passo é aprender e, para tanto, é preciso estar aberto as novas perspectivas. “O evento foi incrível. Nós percebemos outras tantas instituições que estão há muitos anos trabalhando na educação, na saúde, no meio ambiente. O Gife, por ter uma estrutura grande, traz essas pessoas com know-how para ajudar as instituições. Então, isso é muito bom, nos leva a buscar mais, esses congressos têm muito dessa função. Assim a gente avança!”, pontuou o representante do Polo Cultural no evento.

Investimento social, uma relação saudável

Sem perder tempo,  Polo+20 já quer colocar em prática os resultados do Congresso Gife 2018. Dentre os pontos de maior interesse a serem trabalhados dentro da instituição está o investimento social de impacto e o pensamento de acordo com os conceitos de Cidade Criativa, uma tendência mundial.

“O que mais interessou foi a questão do investimento social de impacto, como ele ajuda a comunidade a ter retorno e de modo que não exista uma dependência financeira para sempre. O Polo vai tentar incorporar isso nas suas atividades. Além da Cidade Criativa, que é algo muito específico do Polo. A gente quer ficar especialista nisso”, explica Marcelo Sollero.

A busca por investidores privados para os projetos do Polo Cultural é constante, haja vista a necessidade de impactar mais pessoas com as ações elaborados pela entidade, porém ela deve ser feita de maneira saudável, com reconhecimento e resultados.

“O investimento social privado é a melhor forma de relacionamento. O que acontece é: nós pagamos nossos impostos para o Estado e ele divide essa ajuda para sociedade funcionar. O investimento privado se relaciona direto com as pessoas, com os projetos, com os poderes locais, e isso pula uma etapa, e chama para a responsabilidade para os donos das empresas e as pessoas que trabalham nela. Esse costume é muito importante para a sociedade, porque traz todo mundo para mesma briga e há uma cobrança do que é investido, o que também é saudável”, detalha o gestor do Polo+20.

Além do ímpeto pelas novas ações, a participação no Congresso Gife também trouxe um sentimento realização. “Sinceramente, isso me dá esperança, ver que estamos no sentido certo. O que eu percebo é que a modernização das ações e instituições é um caminho sem volta – de transparência, resultado, relatórios. É importante participarmos e perceber que existem muitos outros conceitos que a gente pode aprender para se modernizar” finalizou Marcelo Sollero.

O Polo+20 agradece o apoio da AES, do Itaú e da Cless por acreditarem na cultura e na educação pela arte. Para entrar para esse time de colaboradores, acesse nosso canal de contribuição.