O Caminho da Inclusão pela Arte

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Quem olha essa foto sem saber a estrada que Kauã e Beatriz percorreram até esse dia, talvez não entenda o valor desses sorrisos.

Em março desse ano, iniciamos o projeto de “Acessibilidade”, que seria uma expansão de “O Palco”. Esses dois, de laudos e histórias tão diferentes, nunca haviam se relacionado proximamente com atividades artísticas, até o momento em que pisaram no palco pela primeira vez. Um momento emblemático. As sensações de ser um personagem, de realizar pela primeira vez algo único, e de até, fazer parte de um grupo, foram transformadoras na vida destes pequenos.

Logo veio a possibilidade de integrar o elenco de O Sítio de Picapau Amarelo, que surgiu de forma natural. Os dois participaram de alguns exercícios teatrais com o grupo de teatro e se sentiram prontos. Isso se deu pelo encontro de um trabalho feito em mão dupla. Se por um lado, mostra-se ao aluno com deficiência intelectual o quanto é possível assumir um lugar no mundo que ele deseja, do outro lado mostra-se ao aluno sem deficiência o quanto é importante acreditar na potencialidade das diferenças. Isso é inclusão.