Mary Ellen une sonho de ser professora à paixão musical

Arte 4 - especial professores - Mary Ellen

As bochechas arredondadas dão um ar ainda mais jovial à professora Mary Ellen, de 24 anos. Ela integra o time de oficineiros do projeto O Palco em Ibitinga, no interior de São Paulo. Além da jovialidade e um violão, ela carrega suas duas paixões dentro da profissão: ensinar e música.

Foram os instrumentos que abriram as portas da sala de aula para ela lecionar, um sonho de criança que se uniu à música para se tornar concreto, logo aos 20 e poucos anos. “Eu sempre quis ser professora, as pessoas falavam que eu tinha facilidade e eu gostava disso. Depois de um tempo, fui desanimando da ideia, por medo da falta de respeito com o professor, então entrou a música. Meus professores de música sempre me incentivaram a estudar muito”, contou.

Como professora de música, Mary Ellen se sente realizada. Um sorrisinho discreto escapa do canto direito dos lábios enquanto dedilha o violão em sua apresentação para os alunos. É a felicidade entornando com as notas.

O discreto sorriso é de quem sabe as transformações que a música provoca e, mais que isso, sabe com exatidão a diferença que os projetos sociais podem causar no desenvolvimento das crianças. Foi assim com a própria Mary Ellen, que iniciou na música junto ao Projeto Guri, iniciativa do governo estadual.

“Eu quero levar para as crianças que elas podem ser o que quiserem, a arte em si traz isso tudo, esse sonho! A criança que tem contato com a arte tem mais expressão, acho que isso está faltando hoje em dia”, afirmou. “Eu também tenho muito o que aprender com elas”, completa.

A jovem educadora foi recebida com flores pelas crianças de Ibitinga. | Foto: Polo Cultural

A jovem educadora foi recebida com flores pelas crianças de Ibitinga. | Foto: Polo Cultural

Mary Ellen dá aulas em escolas particulares de Ibitinga e também comemora uma nova vivência em projeto social, agora como professora. “Acho que será bem diferente da realidade que estou vivendo nas escolas particulares”, projetou.

O objetivo do O Palco não é formar instrumentistas, mas possibilitar justamente esse encontro engrandecedor com as artes, as quais promovem direta ou indiretamente, uma série de virtudes.

“Quanto mais cedo as artes estiverem presentes, melhor. Faz com que a criança conheça o mundo de uma outra forma, aprendam a dividir, esperar a vez de tocar o instrumento. A arte, em geral, é isso, saber respeitar o trabalho do outro, isso influencia muito no futuro”, comentou Mary Ellen.

Nascida em Ibitinga, a nova oficineira de O Palco não se desvencilhou da música depois que teve seu primeiro contato com essa arte. Embora tenha saído do projeto o qual pertencia, ela continuou os estudos com professores particulares. Foram eles que a motivaram na escolha da carreira. Mary Ellen cursou a faculdade de educação musical em Bauru, após ter conquistado uma bolsa pelo sistema Prouni.

Em Ibitnga, a professora irá exercer não somente sua função de educadora, mas também sua paixão pelas artes. Existe jeito melhor de ensinar?

O ciclo da educação ganha notas musicais com a presença de O Palco em Ibitinga. | Foto: Polo Cultural

O ciclo da educação ganha notas musicais com a presença de O Palco em Ibitinga. | Foto: Polo Cultural

 

 

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