Do interior ao litoral, Polo busca parcerias para 2018

07.03-Apresentacao-Santos

O Polo Cultural em breve irá iniciar novas turmas do projeto O Palco, que segue em ação em 2018. Porém, novas parcerias ainda devem ser firmadas para que a iniciativa aumente ainda mais seu impacto no estado de São Paulo. Após revisitar o interior, também estivemos no litoral paulista.

O encontro na Universidade Católica de Santos com diversas representantes da Baixada Santista, no início desse mês, teve como objetivo apresentar as diretrizes do O Palco, de modo a mostrar o impacto positivo do projeto para a educação de crianças e jovens.

“As crianças da minha escola estão em situação de vulnerabilidade social e O Palco pode ser também um trabalho de inclusão social muito importante”, afirma Zulmira Ferreira Ceceniro, diretora da Escola Municipal Sergio Pereira. A gestora quer que a arte passe a ocupar melhor as crianças e afastá-las das duras realidades das comunidades em que vivem. “Temos casos de crianças envolvidas com o tráfico de drogas, eu acho que a arte pode dar uma nova oportunidade. A arte é a porta de entrada das coisas boas”, comenta.

O segundo passo para viabilizar a entrada de O Palco nos municípios é a busca de parcerias que ajudem a capitalizar recursos para a execução das aulas. Para tanto, secretarias locais e gestoras das escolas interessadas trabalham em conjunto com o Polo Cultural.

A professora Mari Francisca do Careno se encantou com a mostra do trabalho de O Palco e já iniciou um movimento para que o projeto alcance também as comunidades quilombolas do Vale do Paraíba.

Maria Careno quer levar o projeto O Palco para comunidades quilombolas do litoral paulista. | Foto: Polo Cultural

No Guarujá, a professora Zulmira já sonha com as salas ocupadas com o projeto. “Eu tenho salas da escola que estão ociosas e equipamentos de som que não são aproveitados”, conta. Ela acredita que a chegada de um projeto que aproxima as crianças das artes não irá impactar somente na realidade educacional, mas também de toda a comunidade. “Eu tenho certeza que arte e ciência combinam e que fazem um trabalho social, envolvendo as famílias”, reforça.

O Palco segue buscando novas parcerias para 2018, ano em que o Polo completa 20 anos de movimento pela artes.

Para ajudar a abertura de novas turmas, o Polo +20 recebe diversas maneiras de doação.