Caconde volta ao cenário de O Palco e professor vibra novo ano

27.03 - Permanencia Caconde 2

Caconde voltou. O Polo+20 garantiu a permanência da cidade do interior de São Paulo no projeto O Palco, depois da prefeitura viabilizar as parcerias e verbas necessárias para o prosseguir as aulas de instrumentos musicais. A gestão das aulas ficou com o professor Ângelo Cyrino, que tem um novo desafio com as crianças em 2018.

“Foi a maior alegria do mundo!”, vibrou o docente. Cyrino entrou para o time de professores do Polo Cultural já no andamento das aulas no ano passado, porém conseguiu se integrar rapidamente ao trabalho de ensino de instrumentos musicais para depois ver a apresentação de final de ano conduzida com maestria.

“Eu não comecei no início das aulas, acabei entrando no meio do caminho, mas no final a gente conseguiu realizar um trabalho muito bacana. Quando recebi a notícia de que o projeto continuaria em Caconde, me coloquei à disposição imediatamente”, relata. Ângelo Cyrino dividia a sala com duas outras educadoras – Carol Osete e Pollyana Santana- no ensino de viola, violino e violoncelo. Agora, ele irá gerir a turma e o trio de instrumentos sozinho.

“Geralmente a gente trabalha dois instrumentos por sala, então quando entrei no O Palco, soube que seriam três. Mas encaramos como uma novidade, pois é muito comum trabalhar com mais de um instrumento, mas nunca tinha participado com outras professoras”, conta Ângelo sobre o ano de 2017.

O professor acredita que as aulas devem fluir com dinamismo apesar da nova composição da sala com um único orientador, pois o método criado no ano anterior deve ser reaproveitado. “Ano passado tivemos a criação de um método, o que tínhamos que fazer em termos de execução de aula, para que todos pudessem aprender juntos”, acrescenta.

A alegria de Ângelo Cyrino em dar continuidade às aulas reside nos resultados que ele acompanhou com O Palco, em Caconde. “Embora os alunos tivessem a escola para desenvolver trabalhos em grupo, eles tinham pouca noção de conjunto. Isso foi algo que trabalhamos muito, de um não ser maior que o outro”, explicou. Na música, o sincronismo é essencial para a construção da harmonia de notas e a evolução foi orquestrada com sucesso.

Professor Ângelo Cyrino na apresentação dos alunos de O Palco em 2017 | Foto: Arquivo Polo Cultural

Professor Ângelo Cyrino na apresentação dos alunos de O Palco em 2017 | Foto: Arquivo Polo Cultural

“O mais notado foi em relação a percepção deles. Ao contrário do início, eles sabiam o momento de ficar em silêncio, arrumavam a sala sem que fosse preciso pedir e eles mesmo se corrigiam. Eles começaram a observar mais, usar mais os sentidos e mudou os sentimentos em relação ao próximo”, observa com orgulho Ângelo Cyrino.

O novo comportamento não era apenas durante as aulas de música no contra turno escolar, mas também era reverenciada pelos professores do ensino regular. “A gente recebeu muitos depoimentos de professores que disseram que alunos que antes tinha déficit de atenção passaram a se concentrar mais”.

Para o docente, a proximidade da música dentro da educação é vital. “A música trabalha todos os sentidos, conta uma história, amplia a capacidade de percepção do ser humano! Na escola, o aluno se torna melhor, mais correto, porque a música através dos instrumentos vai produzir esse senso de percepção maior neles. Eles produzem através dos instrumentos e isso também é importante”, resume Cyrino, pronto para mais um ano de O Palco em Caconde.

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