Teatro ensina democracia por meio do diálogo

O teatro e a democracia têm mais do que a cidade natal em comum. Ambos nasceram na Grécia, ganhando mais destaque em Atenas, a capital. A amplitude entre esses dois acontecimentos não supera uma década e é registrada no ano V a.C. Tal familiaridade faz com que ambos conservem características complementares.

O diálogo, algo proposto pelo teatro, é base fundamental da democracia. São nas Festas Dionisíacas, manifestação celebrada na Grécia Antiga, que as artes e a política interagem mais intensamente. Em um ambiente descontraídos pela música e pela dança, o teatro aparecia próximo ao contexto político. Havia concursos em que o teatro servia de instrumento para apaziguar conflitos internos da pólis, a cidade ateniense.

“O conceito básico dos dois é o conflito de ideias. Uma pessoa não é mais dona da verdade, uma pessoa é dona da opinião”, esclarece Oskar Eusitr, diretor artístico do Public Theater, em Nova York.

O teatro adota esse conflito como âmago de sua arte, a democracia como sua própria estrutura, pois esse conceito parte do princípio que existam ideias diferentes. “Toda vez que isso acontece, esse diálogo, estamos exercitando a empatia, outro conceito fundamental à democracia”, Eustis.

Essa relação de familiaridade entre a arte do teatro e o societário tido como o de maior sucesso até hoje corrobora com a proposta do Polo Cultural, através do projeto O Palco, no qual o teatro é uma ferramenta educacional exercitada por meio de oficinas no contraturno escolar. Essa arte para crianças reitera uma proposta democrática, ao passo que fomenta o pensamento crítico e o diálogo.

Para se aprofundar no tema, recomendamos as palavras de Oskar Eusitr.

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