Para professora de Bauru, O Palco permitiu autoconhecimento e sonho

O ano de 2018 não será esquecido para todos aqueles que tiveram algum envolvimento com o projeto O Palco, na escola Geraldo Arone, em Bauru, sejam os educadores ou os alunos. É o caso da professora Bel Droppa, que conduziu as aulas de dança contemporânea e balé dentro da iniciativa.

“Nossa”, suspira antes de começar a falar sobre o O Palco. “Eu vi como esse projeto foi impactante, como é importante a arte inclusa com a educação. É algo realmente necessário”, resume um sentimento que ela compartilha com as outras professoras da ação.

Para a Bel, as aulas de artes – dança e teatro – foram responsáveis por trazer um autoconhecimento para as crianças, tanto de suas capacidades, quanto de seu próprio corpo, por meio do movimento que a arte proporciona.

“Esse é um conhecimento infinito e tem muitas maneiras da gente acessar, mas com as crianças acontece mais naturalmente do que em nenhum outro momento da vida. Essa descoberta, da criatividade e que se pode ir além precisa estar na infância”, reforça a educadora, lembrando como tudo isso é feito brincando.

A metodologia usada se pautava pela simplicidade, de deixar que esse conhecimento partisse do próprio aluno, ao invés de ser transmitido, como costuma acontecer nas aulas regulares das escolas. Bel apenas apresentou o caminho e colheu como resultado mais conhecimento.

“Eu tentava passar o mínimo de informação e deixava um espaço vazio para eles soltarem o que eles têm. Isso foi o que eu mais aprendi”, afirma. O espaço vazio citado por Bel Droppa foi preenchido com arte. E foi lindo!

“Eu estava há algum tempo dando aulas para pessoas mais velhas, antes do O Palco não estava em contato com essa faixa etária. Mesmo quando trabalhei com crianças foi em outra condição, mais elitizada, então o projeto me proporcionou isso”, acrescenta.

A vivência de um projeto voltado para às artes dentro de uma escola inserida na periferia também trouxe os sonhos das crianças para mais perto daquela realidade periférica. A apresentação final de O Palco, que visa celebrar todo o conhecimento de um ano letivo e também colocar os alunos como protagonistas desse aprendizado, representou esse encontro com o sonho.

“Aquele momento, com a família assistindo, é muito mágico, pois significa que se pode sonhar. Apesar de uma realidade dura, o contato com a arte, fez com que o sonho se materializasse nessa apresentação. Momentos assim modificam nossa visão de mundo e é isso que a gente precisa”, explica a professora Bel Droppa.

O projeto O Palco foi mantido em Bauru no ano de 2018, com o apoio da AES Tietê. As professoras que colaboraram com a iniciativa tentam viabilizar a continuação da ideia desenvolvida com a iniciativa. O Polo Cultural ainda aguarda recursos para a continuidade da ação. Para ser um parceiro, veja mais!