Criatividade é recurso de professores em diálogo entre gerações

Não raro escutamos as pessoas dialogarem sobre as transformações sociais e a nova demanda de um mercado de trabalho que prima pela criatividade. É uma necessidade de um mundo em constante mudança: pessoas flexíveis e prontas para se adaptar à fluxos inéditos de trabalho.

Algumas escolas já pensam em metodologias que favoreçam a criatividade e a arte se fortalece nesse contexto. Arte, a forma mais antiga de manifestação humana, é também aquela que dialoga com um mundo tão cheio de novas tecnologias, justamente por seu vigor criativo. Entretanto, em ampla escala, as instituições de ensino se pautam no conservadorismo como método e a própria arte é solapada de alguns currículos escolares – tema foi objeto de muita discussão com a reforma do ensino médio em 2016.

Para a norte-americana Olympia Della Flora, a criatividade é fundamental nos ambientes escolares, mas também tem de ser um recurso do corpo docente. Os professores, assim como outros profissionais, são colocados em situações novas a cada instante e têm que lidar com uma geração bastante diferente da sua, uma geração em que a tecnologia está muito mais presente e influencia na maneira de pensar dos alunos.

“Não é preciso grandes recursos, são soluções simples”, justifica a diretora Flora. Além de necessária no contexto moderno, soluções criativas nem sempre requerem grandes investimentos. São soluções escaláveis que podem ser aplicadas a partir do momento que se tem um olhar cuidadoso com o aluno.

A gestora norte-americana lembra o caso de um dos alunos considerado um exemplo extremo de indisciplina. Por trás da figura rebelde estava um ambiente familiar conturbado. “Ele saia de um ambiente desacolhedor em casa e encontrava outro que poderia ser mais desacolhedor ainda”, afirma, reconhecendo os erros da própria instituição.

A solução foi permitir que o aluno encontrasse maior amparo na escola, levando-o a um ambiente lúdico, que o acalmava e realizava uma transição entre sua casa e a escola. “Às vezes você pensa tanto em soluções fora da caixa e ela está na própria caixa”, fraseia a professora.

A medida simples foi considerada um sucesso e em pouco tempo o aluno citado pela professora já se dispunha a ajudar a ensinar outras crianças. “Ele gostava de ajudar outros alunos e foi colocado para fazer isso, tendo mais sucesso que os professores em alguns casos, pois conseguia conversar no mesmo patamar”, completou.

As soluções nem sempre serão as mesmas, pois o sucesso das ações depende de seu contexto e nessa sociedade de transformações rápidas, a criatividade deve acompanhar a busca de uma saída.

O Polo Cultural acredita na arte e na cultura na promoção desse maior acesso entre gerações -alunos e professores – além de confiar às artes melhores resultados na educação, enquanto ferramenta de desenvolvimento de criativo. Por mais de duas décadas, o Polo se dedica à projetos que fortalecem o envolvimento das artes na educação.

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