Com interação artística, Plínio Negrão se prepara para espetáculo

A visita de duas arte-educadoras, Jéssica Areias e Amanda Santos, movimentou as semanas que antecedem o espetáculo do projeto O Palco, na Escola Estadual Plínio Negrão, zona sul de São Paulo. A turma de teatro se apresenta na terceira semana de novembro, em quatro datas diferentes – 21, 22, 23 e 25 de novembro.
Ao longo de todo ano, os jovens foram acompanhados pelo professor Fernando Fersa, que nessa reta final abriu espaço para duas arte-educadoras trazerem novidades às aulas do projeto. “Além da oficina teatral, eles têm essa interação artística, que também é importantíssima para nossa apresentação. É sempre um privilégio convidar pessoas para participar”, conta Fersa, lembrando que cada uma das professoras completou 3h30 nessa troca de saberes.
A angolana Jéssica Areais ficou responsável por trabalhar com a voz, enquanto Amanda Santos focou suas rotinas de trabalho no corpo, com a expressão pelo movimento e a dança. Tudo isso fará a diferença no momento da apresentação.
“Os alunos curtiram mesmo, de verdade! Quebrou um pouquinho a nossa rotina e pudemos desenvolver o corpo e a voz de forma mais aprofundada. Eles ficaram muito atentos para a importância da dupla corpo e voz para o artista, são instrumentos do ator. Quando eu explico isso, é uma coisa; quando tenho profissionais comigo é diferente”, explica Fernando Fersa.
A interação artística tem como objetivo ampliar o aprendizado dos jovens do projeto O Palco, mas inevitavelmente é aproveitada como instrumento preparatório para o espetáculo. Fersa, agradece: “Primeiro elas focaram no básico, depois trabalharam pensando na minha montagem, com aquilo que eu estava sentindo falta. É uma grande ajuda”.
A palavra da vez
Ao final de todas as aulas, o professor Fernando Fersa reúne os alunos para um momento de reflexão sobre o que foi aprendido. Eles sempre elegem uma palavra para representar aquele dia e a escolhida na última aula foi ‘ansiedade’.
É nesse clima de expectativa que os alunos se prepararam no último mês, sobretudo porque esse ano terá um desafio diferente para os jovens de O Palco: o improviso. O espetáculo tem um roteiro que envolve 70% da apresentação, o resto é com eles!
Em contraponto à ansiedade dos alunos, o professor Fersa é só tranquilidade. “A minha expectativa é sempre a melhor, porque para mim, como educador, o que é apresentado no palco é o menos importante”, afirma. “Não estou trabalhando com atores, mas sim com jovens, portanto o que me importa é se eles aprenderam na trajetória, em serem críticos e saberem ouvir, em pensar e refletir. O processo é mais incrível que o resultado final”.
Cerca de 90% dos alunos do projeto O Palco no Plínio Negrão serão estreantes em uma montagem, logo o pedido do professor Fernando Fersa é para que os jovens e sucinto: “Divirtam-se”.
 
Venha prestigiar!
Quando: 21, 22, 23 e 25 de novembro.
Onde: Teatro Leopoldo Fróes.
Entrada gratuita.