Polo comemora sementes germinadas com projeto Uh-Batuk-Erê

A comemoração por mais um ciclo pela educação não poderia deixar de ter música! | Foto: Divulgação

Nada mais gratificante para o Polo Cultural, um projeto com uma história de duas décadas, do que ver que as sementes plantadas no passado puderam germinar e continuar a mudar vidas através das artes e da cultura. É o caso do projeto Uh-Batuk-Erê, que completou 13 anos desde que iniciou sua história de mãos dadas com nosso Polo.
 
A iniciativa ensina música para alunos na Escola Municipal Esmeralda Salles Pereira Ramos, na zona norte de São Paulo, o mesmo berço do Polo Cultural. “A gente utiliza as artes da cultura afro-brasileira e indígena para criar protagonistas com alunos da escola pública”, sintetizou Edson Nascimento, coordenador do Uh-Batuk-Erê.
 
As atividades surgiram na escola e se mantiveram com recursos e esforços unidos ao Polo Cultural. Só depois de fortalecida, a iniciativa seguiu seus próprios caminhos, sempre pautada pela arte e pelo ideal de acessibilidade que hoje formam uma história de 13 anos. “É muito bom ver que projeto vale a pena. Esse vínculo que a gente teve parece uma passagem, mas é para sempre. Nós o ajudamos a ser independentes e é muito bom comemorar essa data com eles”, comenta Marcelo Sollero, diretor-executivo do Polo Cultural.
 
A comemoração reuniu todos os parceiros que ajudaram o Uh-Batuk-Erê a fazer sua história e mudar tantas outras na zona norte de São Paulo. Alunos e professores também confraternizaram nesse encontro especial. “Encontramos toda uma geração nova e a velha guarda também. Foi tudo muito emocionante, porque a gente os viu formiguinhas e agora tem alunos que viraram professores”, completou Sollero, orgulhoso.
 
A música traz exemplos claros do potencial da arte como ferramenta educacional. “Nosso foco é o uso da música, da percussão e da dança. Isso faz com que esses jovens estejam juntos e criem um coletivo. Muitos não seguiram na música, mas passaram pelo projeto e caminharam na vida como cidadãos, não ficaram perdidos em perspectivas “, reforça Edson, lembrando que os antigos alunos continuam a colaborar com o Uh-Batuk-Erê.
 
“Isso é significa gratidão”, resume. “São homens e mulheres, que hoje tem suas suas vidas, estão em outra fase, mas sempre voltam ao projeto e demostram esse agradecimento, esse reconhecimento”, completa Edson Nascimento.
 
O exemplo do projeto Uh-Batuk-Erê, na zona norte, prova o caráter permanente de uma iniciativa que incentiva as artes entre crianças e jovens. O Polo Cultural sabe que deixou e ainda deixa seu legado pela educação onde quer que passe com as iniciativas como O Palco e o Acessibilidade. “Um oficineiro que hoje está no projeto e a gente deu oportunidade pode continuar esse ciclo. Nós temos a fórmula e outras pessoas podem carregar essa transformação”, finaliza Marcelo Sollero.