A importância do afeto no contato com a criança com deficiência

Em março de 2017, quando iniciamos o projeto no Ceu Jaçanã assumimos um compromisso com a escola, com a comunidade e com os pais. Mas o que ainda não tínhamos noção era do tamanho do compromisso que assumiríamos com essas crianças.
Desde que a Lei de Inclusão se tornou uma realidade nas escolas públicas, tem se tornado tema de grandes discussões em diversas esferas.  No dia-dia a grande questão levantada pelos educadores é a falta de preparo oferecido pelo Estado para que possam desenvolver esse trabalho de forma plena. De fato, esse preparo praticamente não existe, mas o que podemos perceber no contato diário com essas crianças é que a base desse compromisso, do qual falava acima, está na singularidade de cada ser humano e, principalmente, em um elemento que não parece possível de ser desenvolvido através do contato acadêmico: o afeto.
Nossos primeiros encontros foram focados na sondagem. De maneira respeitosa procuramos conhecer um pouco de cada uma das histórias existentes por trás de cada criança com deficiência.  O resultado foi a criação de um laço, que é um dos principais responsáveis por todos os avanços (cognitivos e sociais).
O que pode-se assegurar em relação a inclusão de alunos com deficiência nas escolas regulares é que não se trata de uma questão espacial, não apenas frequentar os mesmos lugares que os demais, mas sentirem-se enxergadas, ou seja, singularidades não devem ser ignoradas, mas o importante é que existam olhares para além disso.